Mostra Internacional de SP exibe “Metrópolis” ao ar livre

No último domingo, 24/10, os paulistanos puderam assistir ao clássico filme de Fritz Lang, “Metrópolis’ ar livre e ao som da Orquestra Jazz Sinfônica. Foi um evento em tanto. Até mesmo mesmo Leon Cakoff, curador da Mostra, se disse emocionado ao ver toda aquela enorme platéia sentadinha em frente ao palco projetado junto à parede do Auditório Ibirapuera.
A projeção foi perfeita, e apesar de um pouco de cansaço para ver a cópia restaurada de 145 minutos, com mais meia hora de intervalo no total, a atmosfera no Parque do Ibirapuera não poderia ser melhor.  Ouvi muitas pessoas afirmarem que adorariam ver mais iniciativas dessas agora no verão, independente da Mostra Internacional de Cinema.

Só uma coisa me intrigou: Qual a necessidade de se montar toldos em local estratégico – diga-se, bem em frente ao palco, na distância ideal para ver a projeção – que atrapalhou, e muito, os que buscavam um lugarzinho para se acomodar no chão e ver o filme sem tomar um “psiu” e um “seeeentaaaa” da platéia. Talvez fosse mais democrático disponibilizar centenas de cadeiras de praia, ou ainda um tapete de borracha gigantesco, como já havia ali, mas em quantidade suficiente para quem quisesse chegar, na hora que fosse, e se ajeitar da melhor forma possível para ver a obra-prima da sétima arte alemã. O espaço privilegiado, na minha opinião, teria sido melhor posicionado se instalado nas laterais, cumprindo sua função sem atrapalhar ninguém que quisesse se aproximar a qualquer hora para acompanhar a projeção.

A iniciativa da sessão de cinema ao ar livre, de qualquer forma, foi inesquecível. E, diante da boa experiência de domingo no parque, fica a expectativa para que a Secretaria de Estado da Cultura leve adiante mais atividades como essa, tão democráticas, harmônicas, e que nos colocam na rota das grandes capitais culturais do mundo.

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